14 de out de 2007

(e)terno

Sempre em meus poemas sinto a presença do tempo ele bate para entrar sem cessar, bate em mim nos relógios e em todos, ele se aproveita de qualquer fresta, ou mesmo de um pequeno espaço entre sílabas e palavras e entra sem licença , oxida e envenena os dias trazendo inexoravelmente a noite, por vezes a eterna, porque ele nunca cessa? (não da um tempo...)
- Por vezes apressadamente outras lentamente dependendo daquelas escolhas, maravilhosamente tantas!
Ontem um amigo fez 50 anos e descobri que o tempo mais precioso, nos não conseguimos medi-lo nem nas rugas, nem nas fotografias nem contando minutos e anos, esse tempo só tem medida em poemas, em abraços e quereres; Você conseguiu colocar dentro do tempo aquele abraço? quando dois corações frente a frente se comunicam e o tempo para,


para aquele encontro de almas.
E voce paira em outra dimensão, e sente o:_ tum.....tum... tum..tun..tun.tun, não mais sabe se é o seu coração ou o do outro que sobressalta, ao mesmo tempo preso nos braços do abraço, voce é a mais livre das criaturas e voa num paraíso sem chão, "no mais precioso da sua historia num tempo sem horas", n'aquele pequeno encontro de braços e corações onde as almas se tocam. Não tem intenções, pois vai alem da intenção, é a intenção maior no ato da entrega! Para mim fica fora do tempo e espaço, tocando não com as mãos, mas com dois corações a eternidade.


ps. não economize abraços!
Um e-terno abração.