29 de mai de 2009

VOAR TALVEZ SEJA A SOLUÇÃO - Sidnei Alves Teixeira

(com o pensamento em Gustavo Rodrigues)

Voar pelo sertão,
ou pelas verdes montanhas lá distantes no chão.
Voar com as asas sob tensão,
ou apenas com o vento roçando a pele e captando esta sensação.
Voar com o poema pela imensidão,
ou por tudo aquilo que é tão pequenino e tão vão.
Voar pela mansidão,
ou pelo simples prazer da leveza de tocar as estrelas da constelação.
Voar com o coração,
numa só batida, uma única contração.
Voar para sentir emoção,
de braços abertos como se estivesse procurando o enlace dos dedos das nossas mãos.
Voar como se fosse esta a única explicação,
ou a única razão.
Voar, voar, voar, como a sabiá e o azulão.
Aqui do décimo segundo andar em direção àquele clarão.
Claro que não sou Ícaro com a imagem da lua e seus desvãos,
porém, ao vôo nunca digo não!
Pois foi quem disse que não existem asas na minha imaginação?

Sidnei, em 20/I/2009