1 de jun de 2008

Ode aoTrânsito


Sim amigo a alma envelhece e lembra as velhas cantigas
relembra dos rios e caatingas, e as buzinas minam os sonhos do meu ninar
e horizontes das estradas, tão longe nos vestígios
dos gestos obscenos de alguns motoristas
hoje circundo o Tiete os vegetos da cidade em desconstrução
o trânsito não é mais o direito de ir e vir
o trânsito não é o porvir, não é chegar
é o sangue dos motociclistas no asfalto,
o fedor dos teus dejectos no rio, no meu nariz,
o trânsito não é mais planetário, o transito é genérico
é apoplético é ir e talvez não ir,
é não poder, é não chegar, é desconforto é torto
é total, é recordista a cada manha
é tortura é ira , é seu tempo perdido,
e sua qualidade de vida saindo pela janela
é seu suor em puro desgaste
são seus pecados motorizados.
e a musica do novo tempo é a radio do transito ,
é o planeta dizendo-te a-Deus aos homens ,
o agoro
agora anti fluxo da vida.