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2 de dez. de 2007

Alma da lagríma

Homenagem a Jordana após o Show no Aldeia dos Ventos
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Nos meu olhos transbordou uma lágrima
nascida de um canto
Ao calor da voz
nas chamas dos tons
A lágrima evaporou
Dançavam no ar a lágrima e o canto
Fundiam-se eu e a canção
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25 de nov. de 2007

Dialógo


Crescer me foi doloroso
toda dor do universo doeu em mim
queria ver do espaço o planeta terra
uma bola azul...
e eu na praia
absorto no passe ao gol
chutando o mundo, a bola azul...
mas o dia me chama,
e a razão trama impassível a nova realidade
na noite insone das revelações
havia medo e aceitação...
romperam -se os diques dos segredos
e as horas pesadas recaem represadas
E por entre minha vontade de ser e não estar
erguesse imensa a sua história.
e meu instinto acorda acima da razão
e nosso abraço se torna imenso
maior que a imensidão da pradarias
e desvencilhamo-nos das roupas velhas
lançando-nos a novos voos e novas paisagens
esperando o dia romper
caindo imunes e nus
na nova manha
redescobrindo nosso amor
e o que há de ser.

20 de nov. de 2007

Desatar os nós

fotografia de Simone Machado

Eu preciso cuidar de mim,
e essas coisas essencialmente importantes
como agua, sol, comida, luz e poesia
E seus sorrisos preciso deles (junto aos meus)
Eu preciso de mim inteiro olhando a frente
sem medo dos caminhos, de olhos e mentes abertos
Eu preciso estar inteiro e integro para receber a vida
Eu preciso estar inteiro e integro para receber da vida
Eu preciso estar atento a todos os milagres, e meus olhares...
Porque preciso ter coragem e romper as grades do ego.
e fazer minh'alma saltar dos abismos pro sim
precisamos nos perder e ver o novo
só assim sentir o paladar e todos os aromas,
provar todos os sabores, pintar com todas cores
olhar por todas a lentes possíveis e imprevisiveis
preciso ser liberto pra poder libertar
e mergulhar oceanos e tocar estrelas e voar borboletas
preciso da absurda poesia que me faz bailar ao som de palavras
preciso dessa sua musica! Escapar da violencia
construindo inebriado escadas de luz
com sacadas e vista pro mar
eu preciso de proteção e consistência
eu preciso comprender meu consumo
minhas necessidades, coerencias
eu preciso olhar os campos,
manter florestas, cortar arestas
eu preciso proteger meu chão,
meus amores e minha solidão
eu preciso ficar com um olho em Brasilia
outro em Washington
eu preciso assistir menos enlatados ser viajado,
colher mangas, maças e perâs
me quero pleno e consciente preparando o chão
pra plantar os meus e os seus netos (e eles os deles)
Eu preciso de mim e de você
nos precisamos de nos
desatar os nós

18 de nov. de 2007

Medusa

como decifrar teu sorriso
e o tom exato da sua pele
como distinguir todos os tons
que exalam deste seu perfume
como não virar pedra ao seu olhar
por vezes é melhor render-se . . .
Te dou o melhor de mim
devora-me!

Sensiblidade Ariana

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Do vento seus movimentos,
seu colo meu aconchego
meu toque a mais leve brisa
seu toque tempestades!
em mim todos os vermelhos
dos sutis aos carnais
do vinho, da rosa, de paixão.
Testemunha são todos esses azuis
do planeta terra, do céu, do mar...

Só resta, nos lançar !
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15 de nov. de 2007

Guerra

imagem do artista plastico Banksi
Relâmpagos anunciam um novo caos
De dentro da noite surgem montanhas,
de escombros e pessoas azuis acinzentadas
Pois o céu cai tocado pelas mãos calejadas
de pais que voltam do trabalho para o nada.
As vezes o céu alivia os calos dos seus pés
e o sorriso brilha entre duas explosões:
Em casa tem vida ainda!
e a poesia suja-se surgida de escombros
Só resta um ursinho na mão da criança
essa beira da morte que realmente vivemos
onde desabam céus de chumbo e balas de prata
explodem esperanças e crianças douradas
ao comando de seres de outras raças
tão desumanos comos os homens bomba
esses seres voltam a noite e beijam suas filhas...
os nazismos persistem como praga antiga.
Oh Deus, essa feridas e ísmos nunca cessam
sobrevivem neste caos calculado em dólares
celebrada na TV festa da mídia,
as feridas deles abrem em nossos corações
nessa (im)compreensão da guerra,
não a quero! Nem ao menos o silêncio
dos que já morreram,
justificaria um só dos milhões de tiros
na favela ou em Bagda,
que acabem as armas !
assim como os antigos impérios
que o poder esvazie-se e não sobre mais nada
nem cidades, nem torres gêmeas, nem crack
Nem essa imensa e triste vergonha.
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Comentários do Poema Guerra no site www.poetas-unidos.blogspot.com

3 de nov. de 2007

Embriaguez

Dedicado ao poeta Dari Batisti- http://essapalavra.blogspot.com/

A vida me embriaga a goles lentos
me derrubando a porões de trevas
fugindo desse eclipse real e inegavel
dessa sombra gigantesca da violencia
da devastação da corrupção
teimoso construo escadas de luz
Que me levam a sacadas!
Sacadas com vistas pràlma
e com saida para o mar.



21 de out. de 2007

Palavras de Asas


Eu quero palavras
que rasguem a alma
eu quero palavras que
andem, que corram
que enfeitem os muros
que me capturem
e sequestrem meu folego
Eu palavras com perfumes
que revelem sabores e cores
eu as quero poemas de amores
e as quero falando verdades
com rimas, sem rimas
libertando vaidades
revirando vontades
desvelando as tardes...
eu as quero faladas,
livres, cantadas,
em livros e contos
em prosa e poesia
revelando magias
Eu quero palavras
que formem poemas
que virem a mesa
Eu quero palavras de asas
que abram janelas
pois sabem voar!

17 de out. de 2007

Pantera Negra Blues


No instante que ela entrou
as luzes apagaram
seus olhos negros
reluziam com a fome dos felinos
desarme e espanto,
esperavam o pior
Ela vestida com o movimento
eram espadas e maciez
num só corpo
cabelos e pelos negros
no faiscar de mil sóis
amorais como a noite
nos seus olhos anzóis,
seus passos,
no compasso de corações
capturados, assustados
Encantando és encantada
a serpente e seu ventre
quedava-me paralisado
hipnotiza a sobress-
ssaltos
de agulhas,
bailando
adentrando
carnes e mentes
sem o menor pudor!

quando para . . .
finalmente se respira
e o mundo pode girar!
mas ela conti(nua)

Com as garras da graça . . .
cruel, seu mover-se ja é dança!.
vai nos matando aos poucos
para sentirmos a vida!
Ela desliza em si mesma
o olhar mira, nova presa

sem dó nem medo,
ela roda . . .
e a vertigem é nossa
puxados e revirados a cada gesto
ela nos dá a sua fome
de arte e vida,
Descarada ! -
por entre ventre e pernas
nos da a luz !
como lebre e pantera
agora era, eu dela,
suas presas em mim,
tambores comemoram
a entrega total ...
minha rendição,

ja é paixão !