17 de mar. de 2010

Pequenas mentiras

O mundo mente pra você
o tempo todo a midia mente
contanto o que voce quer ouvir
teu pai mente pra você
e sua mãe te falou do Noel
criou sonhos e lendas,
e pagou por elas
você mente quando chora,
voce mente sorrindo....
os seus amigos mentem,
a pior vitima, acredita,
a ganancia mente e  faz mentir
a imagem mente pra você
pois seu ego também é mentira
como: a politica ,a historia e nossos espelhos
são nossas mentiras cotidianas matando verdades
Em contrapartida há essa alegria do seu cão
a flor, o amor, aquele tremor
a pele arrepiando...
um canário cantando ao fundo
a nudez, a palidez, o final de tarde
a arte, a lucidez, a musica, a loucura
 o emudecer, o ser, o sentir, o silêncio
o sol a luz, a dança da pele, o escuro,
e o novo amanhecer
há de se retirar poesia
nestas pequenas verdades
que valerão a minha a sua,
a nossa história.

8 de mar. de 2010

Amizade

dois meninos correndo na praia
dois meninos quebrando vidraças
dois meninos surupiando camisetas
dois meninos crescendo
dois meninos e um passe pro gol
dois meninos escrevendo poemas
dois meninos no primeiro baile
dois meninos e a maldita gravata
dois meninos mais que primos amigos
dois meninos correndo no tempo
dois meninos e uma mulher
dois meninos e uma maça
dois meninos e uma mentira
duas magoas e uma verdade
um menino e essa saudade

15 de jan. de 2010

Poema Lábios - Wellington Felix de Oliveira Costa.

Seus lábios tocam
o imprescindível

seus lábios tocam
meu impossível

nossos lábios
se abrem
e se encontram
Nossos lábios tocam
só notas desconhecidas

Meus lábios
me contam em silêncios
todos seus segredos...

Em meus lábios
 seus labirintos
 se encontram

 Lábios que pulsam
e molham-se desertos,
por nascentes iluminadas.

Seus lábios tocam mansidões e espasmos. . .

por entre línguas,
 seus lábios,
preenchem todas lacunas

meus lábios abrem sorrisos
e desvelamentos

Nossos labios
descobrem todos entremeios
nossos halitos tornam-se habitos

Meus lábios tocam seu meio,
no centro,
 constroem inteiros

 meus lábios abrem
labios e gemidos

seus labios tornam-se gritos
fazendo ritmos

seus lábios  no meu intimo
tocando sem pressa
meu coração



29 de dez. de 2009

Ano novo de novo.


A atenção acompanha a minha e a sua dor...
Olha o nenên chorou.
Tem tanta falsa dor...
Porque vende jornal e novela,
A dor das telas por seus Datenas,
a sua dor que matou a fome,
e também a vontade de trabalhar;
Mas tem dor verdadeira e até a derradeira,
sentindo a fumaça e a poesia se espalhar,
de outra floresta a se queimar
Inflamando egos,
totalmente atingíveis,
como o meu
Doí se espelhar.
Intermináveis listas de fim de ano.
Tanta dor vazia, enche!
ter um novo presente,
do pai, da mãe, da filha ausente.
Novos anos e velhas conquistas.
entrar na onda de novo Honda
e ficar parado...
cansei do transito e zipers emperrados
Cansei de colher sem plantar,
nos corredores do hipers,
a luz dos vagalumes dentro de mim
me farão esquecer suas facas e seus gumes,
arranhando meus Céus,
cansei de tanto inferno,
no copo d'agua
o humano tem que brilhar
Sofrer jamais!
jovem e urbano.
Cansei do olhar fixo da verdade única,
mudei minha atitude,
agora é a hora que conta,
e meu olhar já esta no mar,
vou pousar na ilha com minhas asas
e musculatura relaxadas,
vou p'ra Pauba e nadar nu,
aumentar os sorrisos,
num gargalhar ecoando livre e energético
Vou aprender a só ser,
vou chegar devagar e sempre
como um bom ano novo,
com muitos e sinceros abraços!

1 de dez. de 2009

Desatar os nós


fotografia de José Duarte - http://br.
olhares.com



Eu preciso cuidar de mim,
e essas coisas essencialmente importantes
como agua, sol, comida, luz e poesia
E seus sorrisos preciso deles (junto aos meus)
Eu preciso de mim inteiro, sem medo dos caminhos. de olhos e mentes abertos,
Eu preciso estar atento a todos os milagres, e meus olhares...
Eu preciso estar inteiro e integro para receber a vida e da vida
Porque preciso ter coragem e romper as grades do ego.
Vou fazer a alma saltar abismos para um sim ...

Precisamos nos perder e ver o novo de novo e de novo...
Só assim sentir e provar todos os aromas,


saber sabores, pintar com todas cores

estar presente no meu tempo, o agora

olhar por todas a lentes possíveis e imprevisiveis
preciso ser liberto pra poder libertar,
e mergulhar oceanos e tocar estrelas e voar borboletas
preciso da absurda poesia que me faz bailar ao som de palavras
preciso dessa sua musica! Escapar da violência


negar as verdades absolutas. fugir das plenas e veladas mentiras
por fim construir inebriado escadas de luz
com sacadas e vista pro mar , entradas e saídas de mim mesmo
nos precisamos de proteção e consistência
eu preciso compreender meu consumo
minhas necessidades, coerências
eu preciso olhar os campos,
manter florestas, cortar arestas.
Eu preciso proteger meu chão,
meus amores e minha solidão
Eu preciso ficar com um olho em Brasília
outro em Washington
Eu preciso assistir menos enlatados ser viajado,
colher mangas, maças e peras e come-las
me quero pleno e consciente, preparando o chão
pra plantar os meus e os seus netos (e eles os deles)
Eu preciso de mim e de você
nos precisamos de nos
desatar os nós

23 de nov. de 2009

Voile d' amour


O amor me procurou,
eu estava de braços cruzados
com tatuagens de asas
O amor me avistou,
e já estávamos voando apaixonados,
meus poros sorriam ao vento
O amor me encanou,
eu quis construir prisões,
me matei de ciume e solidão.
O amor me encontrou dolorido,
esquecendo, me dei asas de cera ,
derreti, caindo...
O amor me abandonou...
finalmente o enxerguei .
O amor me libertou de mim

13 de nov. de 2009

Costurando pontos.


em meio ao inferno
linhas do tempo
estrangulam marionetes
costuram dor na pele

em meio ao paraíso
linhas do tempo
costuram lembranças
que acordam sonhos

em meio a vida
pontos de vista
costuram palpebras

e tambem fazem revoluções

Serie deleites ou delete....

PRESS - SENTE

press-sente-sempre,

vivendo um presente

sempre no presente

acordando novos acordes

a cor dar por novos sois...

desligar e ligar-se ,

religare

voos solitários

destrincham a trincheira dos limites

desfazendo as velhas crenças,

ardendo como esses sois,

para finalmente brilhar

Postado por Wellington Felix às 15:56 0 comentários

 

 

Claridades

Minueto

Soweto já sem apartheid,

Dueto de dois primos

Israel sem homens-bomba

Palestina sem muros

Claridades sem sombras

Nos sem nós

Postado por Wellington Felix às 15:47 0 comentários

 

 

Brilho da morte.

Estrelas cadentes brilham mãe?

então estrelas mortas também brilham?

a morte brilha então!

Postado por Wellington Felix às 15:41 0 comentários

 

 

delete ou deleite-se

Na flora da boca,

Palavras plantadas.

Aflora caminhos,

Afora odios...

amores mal acabados.

Sangue na boca

não...

eram amoras,

de amores ruminados,

com a calma das estrelas

Acordar



Se meu grito acordasse o amor
eu não seria silencios e esperas

Se meu canto acordasse o amor
eu não seria tambor e desatino.

Se minha fé não acordasse o amor
eu não resistiria a vida.

29 de out. de 2009

Deleite-se ou delete sempre (agua com açucar) Pudim de leite


 (para receita de pudim clique na foto)

Foto: Cintia Costa




Ser açúcar ou motivo,
para dissolver na agua,
que você finge acalmar,
acidez, magoa e ódio,
ingredientes perfeitos
para um câncer .
Ou simplesmente:
faça a calda do seu pudim de leite...

21 de out. de 2009

Luz Negra




luz da lua refletida

que seu corpo apossa


ascende meus desejos

que seu corpo apossa


seu corpo vibra ascende

meu corpo apossa


transcende peles e medos

nossos corpos se apossam


alma, fibras e mentes

nosso amor apossa

21 de set. de 2009

Crepusculo

cenas do filme; Paris eu te amo (imperdivel)
Venha aqui ser da noite,
desce da sua carruagem,
senta do meu lado,
a vida é só passagem,
trago de dentro a capacidade de amar
solta minha jugular devagar,
senta aqui do meu lado,
recolhe suas presas,
descansa no aconchego do meu abraço,
recolha suas asas,
recosta-se relaxa ,
vem sonhar um pouco,
com a humanidade que voce perdeu
liberta-se dos castelos e caixões,
do dinheiro e das paixões
olha o sol nascendo dentro
que um dia será libertação