29 de dez. de 2009
Ano novo de novo.
1 de dez. de 2009
Desatar os nós

fotografia de José Duarte - http://br.olhares.com
Eu preciso cuidar de mim,
e essas coisas essencialmente importantes
como agua, sol, comida, luz e poesia
E seus sorrisos preciso deles (junto aos meus)
Eu preciso de mim inteiro, sem medo dos caminhos. de olhos e mentes abertos,
Eu preciso estar atento a todos os milagres, e meus olhares...
Eu preciso estar inteiro e integro para receber a vida e da vida
Porque preciso ter coragem e romper as grades do ego.
Vou fazer a alma saltar abismos para um sim ...
Precisamos nos perder e ver o novo de novo e de novo...
Só assim sentir e provar todos os aromas,
saber sabores, pintar com todas cores
estar presente no meu tempo, o agora
olhar por todas a lentes possíveis e imprevisiveis
preciso ser liberto pra poder libertar,
e mergulhar oceanos e tocar estrelas e voar borboletas
preciso da absurda poesia que me faz bailar ao som de palavras
preciso dessa sua musica! Escapar da violência
negar as verdades absolutas. fugir das plenas e veladas mentiras
por fim construir inebriado escadas de luz
com sacadas e vista pro mar , entradas e saídas de mim mesmo
nos precisamos de proteção e consistência
eu preciso compreender meu consumo
minhas necessidades, coerências
eu preciso olhar os campos,
manter florestas, cortar arestas.
Eu preciso proteger meu chão,
meus amores e minha solidão
Eu preciso ficar com um olho em Brasília
outro em Washington
Eu preciso assistir menos enlatados ser viajado,
colher mangas, maças e peras e come-las
me quero pleno e consciente, preparando o chão
pra plantar os meus e os seus netos (e eles os deles)
Eu preciso de mim e de você
nos precisamos de nos
desatar os nós
23 de nov. de 2009
Voile d' amour

13 de nov. de 2009
Costurando pontos.
em meio ao inferno
linhas do tempo
estrangulam marionetes
costuram dor na pele
em meio ao paraíso
linhas do tempo
costuram lembranças
que acordam sonhos
em meio a vida
pontos de vista
costuram palpebras
e tambem fazem revoluções
Serie deleites ou delete....
press-sente-sempre,
vivendo um presente
sempre no presente
acordando novos acordes
a cor dar por novos sois...
desligar e ligar-se ,
religare
voos solitários
destrincham a trincheira dos limites
desfazendo as velhas crenças,
ardendo como esses sois,
para finalmente brilhar
Postado por Wellington Felix às 15:56 0 comentários
Claridades
Minueto
Soweto já sem apartheid,
Dueto de dois primos
Israel sem homens-bomba
Palestina sem muros
Claridades sem sombras
Nos sem nós
Postado por Wellington Felix às 15:47 0 comentários
Brilho da morte.
Estrelas cadentes brilham mãe?
então estrelas mortas também brilham?
a morte brilha então!
Postado por Wellington Felix às 15:41 0 comentários
delete ou deleite-se
Na flora da boca,
Palavras plantadas.
Aflora caminhos,
Afora odios...
amores mal acabados.
Sangue na boca
não...
eram amoras,
de amores ruminados,
com a calma das estrelas
Acordar
29 de out. de 2009
21 de out. de 2009
Luz Negra
21 de set. de 2009
Crepusculo



desce da sua carruagem,
senta do meu lado,
a vida é só passagem,
trago de dentro a capacidade de amar
solta minha jugular devagar,
senta aqui do meu lado,
recolhe suas presas,
descansa no aconchego do meu abraço,
recolha suas asas,
recosta-se relaxa ,
vem sonhar um pouco,
com a humanidade que voce perdeu
liberta-se dos castelos e caixões,
do dinheiro e das paixões
olha o sol nascendo dentro
que um dia será libertação
4 de set. de 2009
Velhos conflitos -Wellington Felix
29 de ago. de 2009
A paixão

a beleza do movimento que roubaste a dança,
todas as cores que roubaste a luz,
quando seu poros estão abertos
todos perfumes perdem a essência,
apagastes da memoria todas as mulheres,
e o mundo me perdeu, quando te achei
a morte é doce, sem voce,
porque a vida sem paixão
nunca tera sentidos....




