12 de abr. de 2010
O azul escuro a lembrança e o nada. (lunbre breu and blues) Dedicado a Josiane Maya
Entre encarnações um encontro,
não esqueço um estremescer
em meus braços seu ser,
seu choro compulsivo são lembranças
se desprendendo do medo e da esperança
mas ela se nega e foge...
ela se vai, devagar, sem reconhecer ,
e se vai de mim e de sí mesma
Entre Manaus e São Paulo
uma semana
Antes do amanhecer seu avião saia com o sol
as nuvens escuresceram....
ela se esvai na lembrança,
antes mesmo do amor,
entre a luz e o breu
Ela se foi
11 de abr. de 2010
Mestre de vida
9 de abr. de 2010
Estreitas entre estrelas e mais nada
um encontro da boca da serpente
com a angustia de ser orfã.
Um passaro nasce ja ferido
não sabe do amor.
Um destino na estrada
um nó entre a tristeza e a dor
vacuo de sensibilidade, um precipicio
armadilhas e gaiolas mal cuidadas...
Atenção e permanência não dizem nada,
para que asas, sem sentidos
mas ha desejo de nuvens e estrelas,.
17 de mar. de 2010
Pequenas mentiras
o tempo todo a midia mente
contanto o que voce quer ouvir
teu pai mente pra você
e sua mãe te falou do Noel
criou sonhos e lendas,
e pagou por elas
você mente quando chora,
voce mente sorrindo....
os seus amigos mentem,
a pior vitima, acredita,
a ganancia mente e faz mentir
a imagem mente pra você
pois seu ego também é mentira
como: a politica ,a historia e nossos espelhos
são nossas mentiras cotidianas matando verdades
Em contrapartida há essa alegria do seu cão
a flor, o amor, aquele tremor
a pele arrepiando...
um canário cantando ao fundo
a nudez, a palidez, o final de tarde
a arte, a lucidez, a musica, a loucura
o emudecer, o ser, o sentir, o silêncio
o sol a luz, a dança da pele, o escuro,
e o novo amanhecer
há de se retirar poesia
nestas pequenas verdades
que valerão a minha a sua,
a nossa história.
8 de mar. de 2010
Amizade
dois meninos quebrando vidraças
dois meninos surupiando camisetas
dois meninos crescendo
dois meninos e um passe pro gol
dois meninos escrevendo poemas
dois meninos mais que primos amigos
dois meninos correndo no tempo
dois meninos e uma mulher
dois meninos e uma maça
dois meninos e uma mentira
duas magoas e uma verdade
um menino e essa saudade
15 de jan. de 2010
Poema Lábios - Wellington Felix de Oliveira Costa.
nossos lábios
se abrem
e se encontram
Nossos lábios tocam
só notas desconhecidas
me contam em silêncios
se encontram
por entre línguas,
seus lábios,
preenchem todas lacunas
Nossos labios
descobrem todos entremeios
nossos halitos tornam-se habitos
no centro,
meus lábios abrem
labios e gemidos
seus lábios no meu intimo
29 de dez. de 2009
Ano novo de novo.
1 de dez. de 2009
Desatar os nós

fotografia de José Duarte - http://br.olhares.com
Eu preciso cuidar de mim,
e essas coisas essencialmente importantes
como agua, sol, comida, luz e poesia
E seus sorrisos preciso deles (junto aos meus)
Eu preciso de mim inteiro, sem medo dos caminhos. de olhos e mentes abertos,
Eu preciso estar atento a todos os milagres, e meus olhares...
Eu preciso estar inteiro e integro para receber a vida e da vida
Porque preciso ter coragem e romper as grades do ego.
Vou fazer a alma saltar abismos para um sim ...
Precisamos nos perder e ver o novo de novo e de novo...
Só assim sentir e provar todos os aromas,
saber sabores, pintar com todas cores
estar presente no meu tempo, o agora
olhar por todas a lentes possíveis e imprevisiveis
preciso ser liberto pra poder libertar,
e mergulhar oceanos e tocar estrelas e voar borboletas
preciso da absurda poesia que me faz bailar ao som de palavras
preciso dessa sua musica! Escapar da violência
negar as verdades absolutas. fugir das plenas e veladas mentiras
por fim construir inebriado escadas de luz
com sacadas e vista pro mar , entradas e saídas de mim mesmo
nos precisamos de proteção e consistência
eu preciso compreender meu consumo
minhas necessidades, coerências
eu preciso olhar os campos,
manter florestas, cortar arestas.
Eu preciso proteger meu chão,
meus amores e minha solidão
Eu preciso ficar com um olho em Brasília
outro em Washington
Eu preciso assistir menos enlatados ser viajado,
colher mangas, maças e peras e come-las
me quero pleno e consciente, preparando o chão
pra plantar os meus e os seus netos (e eles os deles)
Eu preciso de mim e de você
nos precisamos de nos
desatar os nós
23 de nov. de 2009
Voile d' amour

13 de nov. de 2009
Costurando pontos.
em meio ao inferno
linhas do tempo
estrangulam marionetes
costuram dor na pele
em meio ao paraíso
linhas do tempo
costuram lembranças
que acordam sonhos
em meio a vida
pontos de vista
costuram palpebras
e tambem fazem revoluções
Serie deleites ou delete....
press-sente-sempre,
vivendo um presente
sempre no presente
acordando novos acordes
a cor dar por novos sois...
desligar e ligar-se ,
religare
voos solitários
destrincham a trincheira dos limites
desfazendo as velhas crenças,
ardendo como esses sois,
para finalmente brilhar
Postado por Wellington Felix às 15:56 0 comentários
Claridades
Minueto
Soweto já sem apartheid,
Dueto de dois primos
Israel sem homens-bomba
Palestina sem muros
Claridades sem sombras
Nos sem nós
Postado por Wellington Felix às 15:47 0 comentários
Brilho da morte.
Estrelas cadentes brilham mãe?
então estrelas mortas também brilham?
a morte brilha então!
Postado por Wellington Felix às 15:41 0 comentários
delete ou deleite-se
Na flora da boca,
Palavras plantadas.
Aflora caminhos,
Afora odios...
amores mal acabados.
Sangue na boca
não...
eram amoras,
de amores ruminados,
com a calma das estrelas



