23 de mar. de 2009

Saco cheio

Acumulamos tanto
do tão pouco importante
Acumulamos tanto
em um saco cheio de tristeza,
de inseguranças, bens, e tanto desamor.
o importante é ouvir você
sente ainda o som da primeira explosão,
a percorrer sua espinha num solo de guitarra,
voce sente na vibração da sala, a mãe do universo
voce sente sob os pés o chão estremecer num solo de baixo,
eu ainda sinto um blues tocando infinitos, migrado universos
um tambor ao hino de ravel explodindo orgástico final
um baixo ritmando o coração
não pare de parar!
simplesmente "Auscultar" no seu interior
musica, silêncio, musica, silêncio
isso é respirar, não da pra parar!
ao fundo o barulhinho de agua,
fonte e frutas em frente
abrace arvores e amigos
sinta na pele a pele
a vida é o vento,
por vezes brisa outras furacão
um templo de sons e silêncios
um renascer diario
o que sentimos fica!
no som do universo
ecoando no novo grito da maternidade

13 de mar. de 2009

Pirofagia

a cinza jamais lembra que foi fogueira,
dos fogos fica o cheiro forte da polvora
e na lembrança da luz, do calor dessas chamas,
chama a vontade de amar
essa é a brasa.
abrasa saudade
e um dia explodir novamente na noite escura
ascender um clarão de vida
pirofagicamente religare

7 de mar. de 2009

lugar incomum - Wellington felix de Oliveira Costa

quando o olhar é ausente quando a porta de saída é preservar o amor quando a vida é um partir quando um partir é colheita quando uma colheita é passado quando o presente é plantio quando um adeus é necessidade quando sua verdade é mentira quando a necessidade é segura quando o tempo é curto quando o passado te assola quando a sola é seu sapato quando a culpa é do olhar quando o olhar volta pra gente
dentro bem dentro

o folego acabou
(essa noite passa?)
e a vida continua
lugar incomum

25 de fev. de 2009

Jornada- Wellington Felix de Oliveira Costa

Wellington Felix
disse... to de saída
É isso!
essa angustia a procura de saidas essa insatisfação que cheira a saudade,
é isso que nos impulsiona, pra onde, nem importa, o que importa mesmo é descobrir a estrada

descortinando a vida


Jornada

Ele ia só,dentro da sua pele,
ele negava os objetivos concretos,
mas ele tinha um diamante escondido,
ele ia com o vento empurrando-lhe,
e seus pés ja não sangravam tanto,
não acreditava em plasticos:
"kens e Barbies"e suas plasticidades de silicone.
mas continuava criança no seu olhar
ele persistia em seu sonho,
e tinha um sol queimando-lhe o peito
ia cansado e ofegante,
ainda mantinha a velha fé
ele jamais desistiria dessa jornada,
ele sentia que não seria a ultima vez
ele mantinha o diamante na memória
e na memória mantinha os cheiros e os toques
ele só queria ser amado ... novamente . . .


ps. sugestão de musica http://www.youtube.com/watch?v=lRcQZ2tnWeg

22 de fev. de 2009

Roubo e liberdade

Roubaram meu cadeado
deixaram as chaves
alguem riu alto
eu parei, pensei
me desprenderam de mim

17 de fev. de 2009

Partindo - Wellingtom Felix de Oliveira Costa

Eu achava que todos queriam ser felizes
eu achava que todos queriam
essa responsabilidade, mas...
a bondade pode ser má
a maldade pode ser boa
eu achava que te sabia
eu achava que não era ingénuo
eu achava que você era boa
eu achava que você era má
eu te achava zen
eu achava que crescia
mas morria...na tua tristeza.
é ...eu achava demais...
ainda sei do que gosto
e porque eu sei o que quero
não sou manipulado pelo prazer
agora certezas vem a tona
o circulo fecha-se
e como um parto doloroso
eu to pagando p'ra pra ver
me partindo ao meio
me re-partindo

23 de jan. de 2009

Te-sendo - Wellington Felix de Oliveira Costa




Tecer na lembrança teu ser
teu ser na lembrança meu ser
com fibras de corações
tecemos vidas
noutras vidas

Guerra - Reedição - Autor : Wellington Felix O. Costa


imagem do artista plastico Banksi
http://www.banksy.co.uk/

Poema: Guerra
autor: Wellingtom Felix

Relâmpagos anunciam um novo caos.
De dentro da noite surgem montanhas,
(de escombros e pessoas azuis e cinzas)

Pois o céu cai
tocado pelas mãos calejadas de pais
que voltam do trabalho para o nada.
As vezes o céu alivia os calos dos seus pés


e o sorriso brilha entre duas explosões:
Em casa tem vida ainda!

A poesia suja-se surgida de escombros:


Só resta um ursinho na mão da criança
essa beira da morte que realmente vivemos
onde desabam céus de chumbo e balas de prata
explodem esperanças e crianças douradas
ao comando de seres de outras raças
pois tão desumanos
esses seres voltam a noite e beijam suas filhas...
comos os homens bomba
os nazismos persistem como pragas antigas.
Oh Deus!!!,
essa feridas e ísmos nunca cessam
sobrevivem neste caos calculado em dólares


a festa da mídia, celebrada na TV ,
as feridas deles abrem em nossos corações
nessa (im)compreensão da guerra,
Não a quero!


Nem ao menos o silêncio dos erros presidenciais,
cala os que já morreram
tampouco justificaria um só dos milhões de tiros
na favela na Palestina, Bagda ou Jerusalem
Que acabem as armas !
caindo ao chão
assim como os antigos impérios


que o poder esvazie-se e não sobre mais nada

nem cidades, nem torres gêmeas, nem crack

Nem essa imensa e triste vergonha


18 de jan. de 2009

Menina, palavra ou lenda ?


menina mãe do silêncio
casa de sorriso,
doce lagrima
da tristeza com sentidos
moradora do sonho

minha menina me anima
vem e reflete o encontro das aguas
me remete em teu olhar...

desvela-se dores e flores
solitária menina que chora

formando a luz com lágrimas
eu voaria no seu olhar
escorre refletindo o mar


Hospedeira descobre a minha lágrima
me, se, entregando adjetivos,
sem lentes, nem telas

palavra ou lenda amazonica?

se encerra em si
cerra meus olhos,
tão meiga, minha menina
infinitivo desvelo,
intimo sorriso

menina dos olhos
para de brincar comigo.


3 de jan. de 2009

plantio


me transportei para uma pena
pela mais leve palavra-poesia

360 sementes novas

o planeta amanhecera 360 vezes

e girara 360 graus

não pises nestes locais


plantamos 360 novas esperanças


2 de jan. de 2009

Esperas

Silencios

Se meu grito acordasse o amor
eu não seria silencios e esperas

Se meu canto acordasse o amor
eu não seria tambor e desatino

Se minha fé não acordasse o amor
eu não resistiria a vida.