21 de abr. de 2008

Alçar



Das penas de castigos e sofrimentos,

p'ras penas que formam asas,
voar !

A Fésta Brasil

sangue dos pobres sem opções,
purpura puros, pedaços de estrelas
Ceres passeando pelos infernos
heros por putas, por surras, por ninfas
esses reles fregueses...a verdadeira ralé
olhares puros interesses, peles macias, claras limpidas
puras pela incertezas, pelos cachos pelos pelos
a safadeza da pura putaria, purpurinas em pós em pelos.
As jóias aos porcos, regados a Chivas 18 years,
pureza de escapamentos curando dessassosegos
propinas vazando pelos cofres abarrotados...
meninas tão lindas, meninos tão ladrões
carros, moveis e imóveis, na surdina mais impostos.
povo imovel eu atonito,
juizes e sentenças, policias e bandidos na mesma fésta
todos vendidos e comprados caros, carissimos amigos
subamos ao morro no novo trem da alegria Magistral
na Justiça do trabalho, a injustiça
atirando pelo social...acertando o social
é festa sem consequencias na conta dos cartões
e os farois abarrotados das misérias,
desvios dos impostos mais altos do mundo,
é nossa a festa e a conta paga de novo
pela mira do menino que ja é rapaz
cansado de lavar seus vidros no farol
veio te cobrar, a sua, a nossa parte da culpa
o gatilho acionado
é o nosso Brasil crescendo e explodindo
em nossa cara.

27 de mar. de 2008

Paz na floresta

Paixão





O combustível da vida é a paixão
paixão por servir, paixão por pessoas
a paixão é uma chama
ao mesmo tempo combustível e combustão
faz a diferença, é o tesão,
é a ação com a certeza
é a dança ao sol ou na chuva
é a força de toda revolução
é o amor em ação
contaminando com mais vida
Eu desejo para humanidade
uma vida apaixonada
assim
paixão pela Terra
paixão pelos sol
paixão pela lua
pela musica, pela dança
paixão pelas estrelas
paixão por flores
paixão por aromas
paixão pelos amigos
paixão pelo caminho
paixão pela estrada
paixão pela vida
porque começar a morrer é viver sem paixão

24 de mar. de 2008

myself and yourself


Naquele encontro
retirei minha vaidade ,
minhas roupas,
Retirei os sapatos
Retirei a pele
e totalmente exposto e em carne viva
numa incisão profunda
abri meu peito
encontrei meu coração
batendo pra voce

No segundo encanto
Retirei sua vaidade
e com carinho suas roupas
e ao longo dos anos
Retirei tambem seus sapatos
dos meus armarios onde sufocavas
por fim ...
Assim dolorosamente
veio a despedida
e retirei da minha pele
o seu cheiro impregnado
mas você não contente
levou novamente meu coração
de uma vez
para um sempre

21 de mar. de 2008

Descoberta

Alguns olhares rompem o silêncio mais espesso
Reflexos do sol em meu peito ascendem a lua

16 de mar. de 2008

A palavra,o silêncio e a Saudade


quando podemos ouvir o barulho de uma lágrima
apenas com o coração...
o poeta habita o silêncio sim!

é quando ele apalpa nossa alma
e entendemos as tristezas

a escuridão e a claridade
são somente escolhas?

assim como a fome,
a carência e a mediocridade?

há verdade nesses olhares tortos e incertos

13 de mar. de 2008

Religare ( vem do latim "re-ligare", que significa "ligar com", “ligar novamente”, restabelecer a ligação perdida com o mundo que nos cerca ou




Belos elos da corrente

que me enforcam

na beira desse abismo
e seguram amarguras
eu preciso da descrença

dessas velhas desavenças
das magnificas diferenças,
quero aprender
com agruras,

das belas gravuras

quero ver a paisagem

se tranformar

do amanhecer ao entardecer
eu quero o desafio,
no fio da navalha
de atravessar muralhas
das sombras que apavoram
dos que me ignoram...

velocidade e adrenalina

preciso de vinho e de cerveja
eu preciso de um garçom!
eu preciso da Amazonia.
preciso de suas mãos nas minhas ...
de companhia, das minhas fantasias
de realidade e sonho, do nada do tudo
preciso de contentamento e de tristeza
da experiência dual

do bem, do mal
crescer, eu preciso rejuvenescer
eu preciso dessa luz de todo dia
de lutas não de guerra

eu preciso de Deus sem religiões

para contemplar o divino em tudo

eu quero a fé do primeiro parto

repartir

6 de mar. de 2008

Desconstrução




Qual a direção dos ventos?
Qual a nossa direção?
Qual a sua direção ?
não temos tempo

não tenho tempo

pra esperar o tempo do outro...

não há mais tempo !

na verdade nos perdemos
o que você quer do outro?
só o que compensa...
a intimidade sai pela janela

as geleiras derretem
40 graus na sombra

é nossa a recompensa
o grupo se perdeu em vendavais
não se para um rio para construir pontes
é o fluxo

porque não enxergamos mais
a claridade fugiu-se em intenções furtivas
cadê o outro em você, e o todo?
Quais são seus hábitos ?
não nos interessamos mais . . .

as florestas caem uma a uma
mas os seus segredos me são tão claros
e suas construções viraram labirintos
onde se ergue o ego
a amizade se perde ao vento
e dos laços que não fizemos
os amigos escaparam
o cultivo fundamental do fundamental
a importância é construção
a intimidade é construção
a amizade é construção
cultivar para colher é básico
o resto só tijolos e cimento
e como todos os castelos
virarão pó no tempo

26 de fev. de 2008

De moto na Serra

fotos- Serra do Cipó - MG -





O vento no rosto,
o cheiro do mato
preenche a alma
sou o ar
voo-ar
acima da serra e da lua
observar
me derramar na cachoeira
lenta e fulgurante
como um vulcão
nas ondas do mar
me apagar e reascender
ser fogo, arder de ser
arte em sí em mí e o sol em nos
na minha sua pele em floral
amoral
amor all
beirando um sempre
tem um todo em tudo


o agora, é a hora da vida

Acordar


Nas manhãs de outono

o espreguiçar é mais demorado

voam folhas em tons de bege e ouro velho

formando tecidos multicores

deixando o solo macio

um tapete para teus passos

que apressam abraços e cios,

aguçam-se os sentidos e os cheiros. . .

no vento que assopra cerejeiras em flor

em troncos e peles
arrepios de um florescer

sendo amanhecer, sentindo o amor
a-cor-dar

12 de jan. de 2008

Um flamingo na noite sem luar


Era um vazio na maré

de-repente um aché

no rastapé

uma queijadilha

uma queijadinha

como um queijinho branco e goiabada

uma lambada,

( tentei nem sei)

uma lambida

(sei bem)

um cheirinho doce

um seu cheiro

um aconchego

uma só lua detras da nuvem

um namoro no portão

um não,

um talvez,

porfim um sim

ascende a luz!

apaga a luz . . .

um iluminar,

na minha lingua seu mél

um flamingo na noite escura

um real amanhecer,

uma cura

um sól sonho

num véu caido
o céu