10 de out. de 2007

Onda - Laerte Fernandes

"Vem como a onda
Suavizando o vazio
Tento agarrar
Volta pro mar
Por que passeia em mim
Trazendo agua e sal
Senâo por crueldade
Lembrando teu gosto
A cada lagrima lambida
Lua cheia, maré alta
Te traz próxima
Tento segurar
Lua vai, maré baixa
Corro atraz
Esforço perdido
Sinto o salgado
Que escorre do rosto
Que escorre do olho
Agora entendi, pode vir
Vem me amar
E quando quiser
Volta pro mar
Essa liberdade concedida
Disfarça meu choro em riso "

Autoria do grande poeta e amigo:

Laerte Fernandes

orkut:

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7781821598203114688

espelhar



voce se narcisa em mim. . .

Espelhares



eu
te
narciso
em
mim
voce
se
narcisa
em
mim
nós em nos

Ruiva & Carvão


te-la brasa:

ruiva, viva e acessa

sendo brisa assopro,

phode-la fogueira . . .

campanha publicitária


Simples

assim como

as coisas importantes

7 de out. de 2007

Mentiras Tom Zé


UMA REFLEXÃO BEM HUMORADA SOBRE O PECADO E A CONDIÇÃO HUMANA :

''A GENTE JÁ MENTE NO GENE
A MENTE DO GENE DA GENTE
FAÇA SUAS ORAÇÕES
UMA VEZ POR DIA
DEPOIS MANDE A CONSCIÊNCIA JUNTO COM OS LENÇOIS PRÁ LAVANDERIA".

TOM ZÉ
BENDITO CARA....

receita




verdade
taças de vinho
luz de velas
lençois de linho
mexer com carinho

Ventre

De repente o centro do mundo se tranferiu
para um umbigo, e ele dançava!
juntaram-se ao umbigo, braços, pernas, nervos e magia,
ouvia-se palmas
chegava a poesia
ao som de tambores arabes: talento e paixão
a bailarina envolvia e transgredia o tempo,
levando-nos ao ventre, renascidos
meninos fomos lançados aquela outra dimensão
e as bailarinas passaram por dentro de mim etereas
e por eles e elas, platéia atonita
randomicas chocaram a rotação da terra
depois do milagre do momento
as bailarinas se foram,
com a mesma graça que chegaram
femininas, meninas e mulheres,
deixando o aroma, em tudo
no ar, no ontem e no amanha,
cheiro e cor
da pura saudade .


4 de out. de 2007

Barboletas





























Dedico a
Alceu Valença (Espelho Cristalino)

e Gabriel Garcia Marques( Cem anos de solidão)

As borboletas romperam da manhã


romperam de todas a frestas de luz

brotaram dos relógios parando o tempo

invadiram seus orkut's e e-mail's

elas nos invadiram aos montes

em frentes, formas e canções

as borboletas tingiram a fumaça de cores

filtrando os gases, encantaram os passantes

as borboletas ensinaram a voar

pararam as maquinas, rompendo os muros



levaram as mascaras
deixaram mais flores
enfeitaram até os aterros
Benditas alegraram a terra
as borboletas invadiram o senado
essa borboletas . . .
mostraram um caminho!

posse



para poetisa: Jeanine Will

teu poema
como um arrepio
percorreu minha espinha
deu-me um nó na garganta
instante fecundo
o poema se apossou
do tempo.
e de mim

1 de out. de 2007

Lembrança


lamina guardada que em meio a ferrugem,
ainda guarda o brilho,
que me atrai
e trai um sonho